venho novamente escrever a madrugada, e como é um novo dia, estou lhe dando um bom dia. E bem, realmente não me importo com que horas meu público (escasso) acessa. Vim com o pensamento de falar sobre os personagens de um dos RPGs que mais estou demorando para virar, pois tive que reiniciar do zero após aproximadamente 27 horas de jogo. E quando se trata de jogos como RPGs as coisas se puxam, e desanimar por um mês é ruim porque você perde a vontade de continuar e tem menos vontade ainda de voltar.
Adoraria falar sobre os personagens desse jogo, mas AINDA não tenho como faze-lo. Meus últimos momentos nesse jogo (Logo após a merda da parte em que parei) mudaram completamente a minha visão deles. De alguns pelo menos, isso muda de pessoa para pessoa que joga, mas se você pretende entrar de cabeça em Baten Kaitos, esteja preparado. Eu me achava preparado. Eu já vi diversos plot twists como nos casos finais de ace attorney ou naquele jogo aonde você é um fantasma investigador. Joguei Virtue's Last Reward, que tem um plot twist BEM tenso, mas admito que não esperava algo nesse gênero em baten kaitos. Logo, este tópico sobre personagens será postergado.
Entretanto posso falar do sistema de batalha único que Baten Kaitos proporciona em Lost Ocean and Eternal Wings, e que é aproveitado pelo seu sucessor e prequel Origins. Entre neste incrível mundo onde cartas, estratégias e sorte determinam os ventos da batalha e o curso da vitória.
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| ACREDITE NO CORAÇÃO DAS.. ih não. pera. |
Vamos definir algo aqui que é básico para o resto do texto. Estamos falando de um maldito sistema de cartas. Isso nos remete a todas as vantagens e desvantagens que um sistema de cartas proporciona. Eu tive diversos problemas na primeira vez que joguei este jogo e o terrível destino que me foi reservado foi ficar preso com a cara estampada na frente de um boss que nem meus personagens, nem meus baralhos e muito menos eu estávamos capacitados de enfrentar.
Não sou uma pessoa realmente fraca em jogos, mas se o chefe te enraba numa média de 10 a 20 vezes, você não tem a opção de voltar e ficar mais forte e então enfrenta-lo, não tem meios para se curar, e nem um save extra em algum lugar antes da merdatempestade ocorrer, o problema não é do jogo. É seu. Meu. Da minha incapacidade de colecionar cartas, gerir baralhos, evoluir quando necessário e etc.
Em um jogo de cartas, temos elementos principais a contabilizar, falo de qualquer um, como o Uno ou buraco online. Primeiro é importante lembrar que SORTE É FUNDAMENTAL. Você tem 30 cartas, 5 invocam o exodia o resto é lixo. O exodia pode vir em sua primeira mão, e você ganhar. ou pode estar lá no meio embaralhado, unica e exclusivamente para efeito dramático do baralho do seu avô ou algo assim, mas ele pode ser a ultima carta. E enquanto você esperava, seu oponente já te ganhou.
O outro é elemento é estratégia. Sim, jogos de carta EXIGEM estratégia. Magic, pokemon, yugioh são montados com baralhos feitos pelos jogadores, então a sorte existe, mas é importante que a quantidade de sorte necessária para uma vitória rápida seja a menor possível. A escolha das cartas a preencherem os espaços é fundamental, assim como em jogos de sueca as pessoas marquem os pontos que já sairam para no final forçar aquela carta para a própria mão, ou no buraco quando as pessoas velhas olham para a sua cara e sabem a sua mão. Sério é assustador, acho que quando você completa 40 anos existe um pacto satânico de jogadores de buraco.
De volta ao jogo, em Lost Oceans and the Eternal Wings, cada personagem tem seu próprio baralho, com cartas de ataque e defesa especificas para ele e cartas gerais que envolvem alguns items de efeito para combo ou para cura que podem ser usados por qualquer um. Um sistema confuso a principio, como todo jogo de cartas, mas bem montado.O jogo não é realmente generoso com o jogador. Conseguir novas cartas não é dificil. Conseguir novas cartas boas já muda esse cenário. Faz parte da evolução do jogo. A medida que cartas mais fortes são liberadas por chefes, monstros normais e shops, os monstros ficam mais fortes, o que força o jogador a tomar uma decisão: Alterar o baralho ou alterar seu modo de jogo. Realmente combinar as duas funciona melhor, mas as vezes é chato ter que ir atrás de novas cartas espadas porque você demora muito a matar um monstro normal com as suas.
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| Considere X Tempo e Y Dificuldade |
Demorei a conseguir boas cartas de todos os elementos, então a curva de dificuldade está entre conseguir matar os monstros e se curar de forma equilibrada. É importante se curar. Os monstros passam a tirar uma boa fatia de hp se você não puder defender com o elemento certo, então você deve pensar em uma maneira de diminuir o dano (armadura) e de reverte-lo (curas) mas é importante lembrar que a sorte há de estar com você na hora em que precisar se curar ou defender.
Outro aspecto importante na batalha por cartas são os chefes. Sim, estou falando daqueles monstros grandes, feios, poderosos e de hp aparentemente infinito que costuma aparecer ao final de dungeons, que consistem em quebras-cabeça e monstros menores. Ao longo do jogo existem vários tipos de chefes, podemos defini-los com alguns pontos básicos: A quantidade de hp (a duração da luta), o poder de fogo ( o quão rápido ele pode destruir você) e a quantidade de ataques que ele tem direito. Alias em todo jogo de turnos aonde você tem mais de um personagem para atacar, o chefe que só tem um ataque sai em desvantagem.
A maior desgraça nos chefes do meio do jogo para a frente são os status que eles podem infligir em seus personagens. Coisas como congelar e paralisar são péssimos, porque o personagem alem de inútil para batalhar não consegue nem se defender. E isso é realmente um problema pois se torna um alvo fácil para ser abatido. Status como chamas e envenenamento são perturbadores, o fato de você ter em suas mãos uma bomba relógio é desagradável, mas nada supera o maldito do status morte. Legal seu baralho, com defesas e ataques equilibrados, com itens de recuperação para seus parceiros. Seria uma merda se eu. DESSE HITKILL. NO PRIMEIRO TURNO, SEM TE DAR A MINIMA CHANCE DE DEFESA. Sim, isso acontece. E sim, ter 3 ou 2 itens de ressuscitar in-battle, nessa altura do jogo é difícil.Com o sistema de cartas, sempre temos o sistema de números envolvido. Cada carta tem um numero(no começo do jogo) e a medida que você avança no jogo, cartas mais poderosas possuem mais números. E então chegamos ao ponto chave tanto do estilo de jogo, quanto do estilo de baralho montado. Você prioriza suas cartas, ou os números que elas carregam? Quando se jogam cartas iguais ou na sequencia, seus danos ganham uma porcentagem.
No começo do jogo não há muito o que realmente se perguntar, considerando que seus danos são baixos, e as possibilidades de combo também, então é só jogar as melhores cartas que você conseguir dentro do baralho que tudo passa a funcionar. Mas quando você consegue usar seis cartas no ataque, é necessário decidir se vai aumentar o poder de fogo bruto com mais dano ou se vai deixar com que o dano extra do combo erradique o inimigo.
É possível ver tais números na tela de seleção de cartas, então é sim possível perceber que tipo de jogada você pode conseguir fazer. Se você conseguir botar cartas do mesmo numero é mais fácil de acrescentar o combo, mas se em todos os seus ataques tiverem diversos números mas apenas um 4, será questão de sorte criar um combo que leve o 4.
O ápice deste sistema de danos e defesas são os elementos. Sim aquele negócio batido dos rpgs, fogo, água, luz, trevas e ar. Cronos acabou entrando no lugar de terra, mas funciona do mesmo jeito. Sim, quando você ataca com fogo, o inimigo deve se defender com água. Mas o problema está quando você ataca com fogo e água. E os danos se ANULAM. Então é necessário prestar atenção na hora do ataque, porque podem sair mil hits, mas zero danos.
Termino aqui esta pequena tese sobre o incrível modo de batalha de Baten Kaitos Lost Ocean and the Eternal Wings, pretendo desvairar entre os diversos modelos de luta que são parte integral de nossos RPGs favoritos. Até a próxima quinta, deixem seu feedback ai ou não. Me xinguem ou me liguem.



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