Bem, diferente do outro texto, isso é se você leu o ultimo. Porque eu realmente não espero que você vá ler uma resenha as duas horas da manhã.Isso é, se você não for o mesmo tipo de pessoa que eu, que fica até altas horas vendo filmes e lendo matérias pela internet alheia. Tenho que parar de escrever esses textos escritos com intenção de que você me responda, mas gosto tanto deles que quero que você leia. Enfim, se você está aqui até agora, deve estar procurando motivos para continuar a ler. Bem, aqui temos um belo exemplar de texto onde discuto com meu puto alter ego sobre elementos do filme O guia do mochileiro das galáxias, sem oferecer muitos spoilers, mas com bastante opinião para que você discorde e me xingue! :3
Não entre em pânico
Juventude, Cegredo.
Agora um pouco do que eu decidi que queria fazer. Isso é, games são ótimos, eu adoro passar meu tempo jogando e isso me diverte eu leio histórias incriveis. Não é como viver outra vida. Alguns poucos jogos chegam nesse nivel, e o unico que eu lembro agora (por mais tosco que alguns considerem) é a série The sims. Afinal de contas, acho que esse foi o unico jogo que me proporcionou a sensação de vou jogar meia hora e ficar até as 3 horas da manhã jogando. Estou fugindo do assunto, mas não é todo jogo que faz 14 horas passarem rápido por um ou três meses. Falando em termos de tempo perdido é aterrador, mas fora uma experiencia tão divertida, que eu diria que valeu a pena.
Mas enfim, não sei se percebeu, mas é muito facil trocar de assunto. Mas o que eu vim escrever agora é sobre tudo que eu vejo e leio. Livros, filmes, situações e pensamentos.
Sim, escrever sobre games é ótimo. Mas se você, carissimo leitor, gosta de falar do que você faz, e não do que você vê, bem vindo ao paradoxal mundo de escrever sobre games de maneira idependente. Você precisa jogar para saber do que você está falando.
De volta a merda do ponto. Detesto a pré explicação para que o texto não fique completamente sem contexto em relação ao site. Quando você entra em um site de games e começa a ler sobre o guia do mochileiro das galáxias. Bem, é disso que vou falar hoje. Série de livros de Douglas Adams, mas não dá série, mas no filme baseado no primeiro livro que tem Zooey Deschanel no elenco, e bem, o resto eu não lembro, mas o filme é de 2005.
Em relação a semelhanças e diferenças na adaptação livro-filme não tenho muito do que reclamar. Alias, essa é uma posição nova minha em relação a adaptações. Antes eu partiria para o velho discurso de: "Ó UMA FALA NÃO É IGUAL AO LIVRO, VAMOS ATEAR FOGO NESSA GENTE ENQUANTO ESCUTAMOS ALGUM ROCK ANTIGO." Antigo não. Clássico. Mas toda adaptação tem que ser uma história diferente. Diferente não. Adaptada. Porra, tá no nome caralho. Se você quer ver a mesma história só que com figuras, você deveria procurar uma versão HQ. Afinal de contas, com tanta gente talentosa na internet, algo assim já deve ter sido comercializado.
Então você liga o filme e olha todos os personagens, e lembra deles em sua imaginação e os vê interagindo, e é incrivel. Vamos começar pela melhor parte, tanto da série de libros, quanto do filme. Marvin, o robô depressivo. Tambem, se imagine no lugar do pobre. Ele é um robo que sabe de tudo. TUDO. Desafios? Meh. Eles não existem, e tudo que ele sabe fazer, é reclamar, reclamar e reclamar como um velho chato. E exatamente como um velho chato, todos insistem em ignorar tudo, nesse caso em um sentido literal da palavra, tudo que ele tem a dizer. Todos os problemas poderiam ser evitados com simples perguntas. As respostas seriam mal-humoradas? Sim é claro, faz parte dele. Mas seriam concisas e perfeitas, como todo robô deve ser.
O Arthur e a Trevy, são os humanos. Na verdade são os dois completos opostos do ser humano. O Arthur representa toda a imbecilidade e passividade nossa. E como podemos nos corrigir, de uma forma lenta e as vezes retardada. Enquanto a Tracy é esperta, agil e decidida, procurando por novidades e novas formas de ser feliz. Ford representa aquilo que não é humano, é dificil explicar. Ele é espontaneo, engraçado e se vira. Mas diferente de Tracy, ele não busca nada, ele apenas vai com a maré, e se salgadinhos passarem por ele, ele os comerá! =3
Deixei para falar de Zaphod por ultimo, porque ele é altamente ligado a outro aspecto da história. Ele é a outra parte não humana da trupe. Ele é arrogante, irritante, só pensa em si e o resto realmente não importa. Ele alega ter feito uma operação em seu cerébro para ser assim e alcançar seu objetivo. Então ele é altamente randomico. meu deus. é a voz da vicky. (Desculpem, estou assistindo harry potter 6 nesse momento e bem, a menina com cara de piranha que todos amam tem a voz da vicky(belatrix se não me engano. não sou grande entendedor da série). e isso é. ATERRADOR. AEHUEHAUHAE. De volta ao assunto, ele é o que ele quer ser. Por mais natural que pareça, ninguem consegue isso, ser completamente espontaneo. E nos leva ao grande lance do filme. O gerador de improbabilidade.
Essa é a primeira parte do que faz essa história ser tão boa, é o fato de nós podermos ler uma história sem estrutura alguma e conseguir encontrar alguma (ou não) lógica. É o que permite com que você pule de um luigar para outro completamente diferente e você consegue acompanhar tal comportamento aleatorio, porque o livro te prepara emocionalmente pra isso.
O outro fator que torna essa história uma obra de mestre está ligada ao que completa a improbabilidade, a infinidade a qual a idéia do universo está criado, então através de pequenas citações do próprio guia até grandes explicações de dados que podem tirar o foco da história facilmente e interligar esses objetos e circunstancias a história de maneira primordial.
Fora é claro as diversas criticas ao cotidiano expressas de muitas formas. Figuras, situações, dialogos, personagens. Coisas que a principio se mostram sem sentido e depois ganham um significado epecial ou algo que parece especial, mas na verdade é apenas uma virgula.
Um filme bom, se você é aberto a novas experiencias, tanto para quem leu e especialmente para quem não tenha lido o livro. Não é algo comum, é uma comédia, mas não é estruturado como toda comédia que vemos hoje em dia. Algumas questões de romance, outras de drama. A falta de uma sequencia é sempre um grande desfalque, mas se o modelo de história te interessar, é bom que leia o livro.
Neste caso não é o fim, nem o meio, nem o inicio da história que são bons. são divertidos, mas bom mesmo é a forma como ela é contada.
Obrigado pelos peixes.
Juventude, Cegredo.
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